Câncer Anal

Os tumores do canal anal ou ânus são menos comuns que os colorretais e são muito distintos dos colorretais em termos de tipo, fatores de risco e tratamentos. O tipo mais comum é o carcinoma epidermóide ou espinocelular – e não o adenocarcinoma, que é o tumor mais comum que surge no reto. O principal fator de risco é a infecção pelo HPV, contraído através de relações sexuais. Outro fator de risco importante é a imunidade baixa, causada pela infecção por HIV ou pelo uso de medicamentos imunossupressores (por exemplo, drogas usadas após transplantes de órgãos ou para tratar doenças auto-imunes). O tratamento do câncer anal é a combinação de alguns medicamentos quimioterápicos com radioterapia e é curativo em grande parte dos pacientes. No entanto, é muito importante a prevenção de efeitos colaterais tardios (sequelas) do tratamento, com objetivo de preservar a qualidade de vida e função sexual dos/das pacientes. Mais informações no canal YouTube.

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Pesquisas em andamento no AC Camargo Cancer Center

1- BISQUIT: estudo randomizado sobre o uso de probióticos e prebióticos durante o tratamento de quimio-radioterapia.
Racional: Probióticos e prebióticos podem favorecer o crescimento de bactérias saudáveis no intestino e assim, melhorar a tolerância ao tratamento.
Conhecer os tipos de bactérias presentes no intestino dos/das pacientes pode ajudar a elaborarmos estratégias de dietas que melhorem os efeitos do tratamento.

2 – LACOG 0421: Registro latino-americano de pacientes com câncer anal e infecção pelo HIV
Racional: A infecção por HIV pode influenciar a tolerância e o resultado do tratamento oncológico do câncer anal. Neste estudo, avaliaremos o perfil dos pacientes com câncer anal e HIV e os fatores prognósticos associados.

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